sábado, 15 de novembro de 2008

Cartola, Nogueira, bezerra e Mano Brown

Eu tou ouvindo Cartola agora, uma coletânia que Martim deu pra meu irmão à muito tempo, Martim eh amigo de infancia de meu irmão e meu professor de capoeira angola, muito broder e inteligente, enfim, conhecendo vc entende. Eu tou meio sem assunto, mas com vontade de escrever e precisando também, pra não dormir(eu tenho prova de vestibular amanhã e quero dormir soh de noite). Não vou colocar todas essas falsas poetizações que colocamos quando tamos sem assunto, uma burguesisse pra sanar nosso vazio de conteudo.
Cartola é legal, mas sinceramente prefiro bezerra e João Nogueira, porra, Nogueira é foda e Bezerra é o suprassumo da malandragem, neh n? EU acho... Eu tava lendo uma entrevista com Martinho da Vila à algum tempo, na Playboy eu acho, n lembro, ele dizia que o samba em sua raiz teve um projeto muito proximo do que é o Hip Hop hoje, aquele lance de musica do morro e para o morro tal, logicamente ele se referiu ao Rio de Janeiro. Aqui na Bahia o samba teve e tem um cunho muito forte de religiosidade, tirando o pagodão. E pagode é uma forma de samba sim, apesar de ter se distanciado bastante. Entretanto não há quem diga que Nirvana n eh rock e ele n tem nada haver com Elvis e muito menos com os negões precurssores do rock. Que nem conheço soh ouço falar. Eu tava pensando nisso, e pensei que é bem diferente um do outro na verdade, o Hip Hop do samba. O segundo tem uma poetica muito ligada ao amor e o hip hop não chega a desmerecer, mas não se propõe a exaltar o amor. E também a mulher no samba é muito cantada, já no hip hop é bem menos e quando o é é bem diferente de como a trata o samba. Entretanto os dois se aproximam muito no quisito cantar a vida. Ambos sem duvida cantam o cotidiano e muito, tanto o Hip hop quanto o samba tem uma relação muito proxima com a experiencia de vida dos seus autores, e acho que foi isso que o Martinho quis dizer. Ambos cantam a vida no morro e apesar de divergirem na forma, ambos o fazem.
É, acabei por arranjar um assunto, no fim o texto n me agradou muito, mas tah ai.